A importância da musculação

Geralmente quando se discute a diminuição do peso corporal através da queima dos depósitos de gordura, o primeiro tipo de prescrição de treinamento que é proposto, é o da utilização dos exercícios aeróbios (correr, caminhar, nadar, pular corda, andar de bicicleta, etc.).
Porém, a musculação pode promover uma perda de gordura corporal com uma amplitude, às vezes, maior que a do exercício aeróbio. Para que possamos entender essa afirmação é necessário analisarmos como ocorre a queima de gorduras pelo metabolismo orgânico, e como a musculação pode maximizar esta queima.
A perda da gordura corporal implica em primeiro lugar na diminuição do percentual de gordura, que pode ser determinado por diversos métodos e representa em porcentagem, quanto do peso corporal atual do indivíduo é composto por gordura.
Assim sendo, por exemplo caso tenhamos um indivíduo de 100kg e percentual de gordura igual a 20% temos que este indivíduo possui 20 kg do seu peso em gordura, e o objetivo de qualquer programa de perda de peso deveria ser a obtenção da queda deste percentual. Porém muitas vezes a perda de peso ocorre devido a "canibalização" de tecido magro, (músculos, vísceras), ou seja, perda de musculatura para gerar as calorias que foram restritas dentro da dieta e são necessárias ao organismo. Daí concluímos que dietas radicais ou de extrema restrição calórica produzem grande parte da perda de peso em forma de tecido magro, e ao final do processo, por vezes, o percentual de gordura terá "aumentado " pois o indivíduo perdeu mais músculos que gordura e a proporção destes acaba se alterando de forma negativa.
Esta perda de musculatura acarretará em uma queda de "metabolismo basal" o qual representa o número de calorias que o organismo consome para permanecer em seu estado vegetativo, ou seja a quantidade de calorias gastas em um dia para os processos de manutenção do organismo.
O valor do metabolismo basal quando somado ao que gastamos com atividades diárias e exercícios físicos representará a necessidade total diária do organismo, e, para ocorrer a perda de peso, deveremos consumir menos calorias que este total.
Agora, já analisando a utilização da musculação, veremos que esta inibe tanto a perda da musculatura em adultos, que ocorre na razão de 2 a 3kg a cada década, quanto a queda do metabolismo basal, cuja diminuição ocorre em torno de 2 a 5% por década.
Porém, a musculação poderá prevenir essas perdas, e também promover um aumento do metabolismo, sendo que ao acrescentar 1,5 Kg de musculatura teremos um aumento aproximado de 7% no metabolismo e 15% nas calorias necessárias diariamente.
Em decorrência disso teremos um aumento na capacidade e metabolização de gorduras já que as mesmas irão ser queimadas na musculatura durante o esforço e processo de regeneração, e quanto maior for a quantidade de musculatura durante o esforço e processo de regeneração, e quanto maior for a quantidade de musculatura, maior será a necessidade energética e a queima de gorduras, sendo que a musculação pode produzir a perda de 2 Kg de gorduras após 3 meses de treinamento, mesmo quando forem consumidos 15% a mais de calorias por dia, pois neste mesmo período a musculatura terá aumentado em aproximadamente 1,5 Kg.
Obviamente não devemos abrir mão da prática de exercícios aeróbios, porém, estes não devem ser a prioridade em um programa de perda de peso, utilizando-os de 3 a 4 vezes por semana com duração de 20 a 30 minutos.
Finalizando, para a diminuição da gordura corporal, a musculação tem relativamente uma maior importância que o exercício aeróbio, e caso o objetivo seja atingir o máximo de perdas de gorduras, deve-se associar a musculação, a exercício aeróbio a uma dieta de restrição calórica, porém a solicitação aeróbia deve ser utilizada em menor quantidade para não anular os efeitos benéficos da musculação.




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