Por Alessandra Blandy

Quem é que nunca entrou numa “deprê” pelo menos uma vezinha na vida? Motivos realmente não faltam, muito pelo contrário, existem de sobra: uma briga com o namorado, uma bronca do patrão, um vestido que não entra mais e até mesmo um gole de café amargo chega a ser motivo para amarrar o bode.

A verdade é que existem pessoas que gostam de curtir uma “deprê”, pode parecer um absurdo que alguém goste de sofrer, mas é impressionante o grande número de masoquistas que se pode encontrar por aí.
São pessoas que ficam trancadas nos seus quartos e em meio de lágrimas ouvem aquelas músicas terríveis de dor de cotovelo ou então enchem a cara num barzinho qualquer na tentativa de afogar a própria dor, já outras se entopem de comida e doces e muitas chegam ao triste estágio de atentar contra a própria vida.

Depressão é uma doença, sim. Doença da alma, ou melhor ainda, doença do ego, pois só quem não possui amor próprio é capaz de perder o precioso tempo de sua vida chorando, reclamando e desejando a morte.
Existe tratamento médico para quem sofre de depressão e os consultórios estão cada vez mais cheios. As pessoas que se tratam desse problema precisam tomar remédios fortíssimos que muitas vezes nem resolvem o problema. O que as pessoas não sabem é que a cura está dentro delas mesmas. Não somente a cura da depressão, mas de outros males também.
É preciso amar a si próprio, se dar valor, acordar pela manhã, olhar-se no espelho e gostar do que vê. É preciso fazer a vida valer a pena.

Uma certa vez, parada num farol de uma movimentada avenida, olhava um garoto que sem ter as duas pernas se rastejava até os automóveis pedindo moedas. Confesso que meu coração se encheu de tristeza ao ver aquele menino, mas logo me alegrei ao ver o belo e sincero sorriso que me retribui quando sorri para ele, não resisti e comentei: Você me parece tão feliz... e o garoto respondeu-me: “Eu sou feliz porque eu estou vivo.” Puxa vida, que frase forte foi essa, forte e verdadeira, pois a vida é o maior presente que nos foi dado. Assim como a criança que ganha um brinquedo muito caro.

Cada um usa o seu presente à sua maneira, uns brincam de qualquer forma, sem se importar se o brinquedo vai quebrar ou não e quando quebra choram, outros brincam, se divertem, dividem com os outros amigos, mas se preocupam em cuidar, guardar, assim podem ter esse brinquedo por muito tempo... assim é nossa vida, é preciso cuidar dela, fazer com que ela seja útil e que nos alegre.

Por isso, quando sentir que está pintando uma “deprê” lá na esquina, nem pisque os olhos, simplesmente meta um belo de um chute no traseiro dela e trate de enfeitar sua vida fazendo aquilo que mais gosta, se dando prazer, porque depressão é coisa para gente pequena, de mentalidade medíocre e de espírito de porco e só pelo fato de você estar lendo este artigo já prova que você não é um destes, então, está esperando o quê para ser feliz?