A Vida de uma pessoa que fuma 15 cigarros por dia é reduzida, em média, 5 anos. Uma pessoa que fuma um maço de cigarros por dia tem probabilidade 20 vezes maior de desenvolver câncer de pulmão do que uma pessoa que não fuma.

O fumo é responsável por 30% das mortes por câncer; 90% das mortes por câncer no pulmão; 97% do câncer da laringe; 25% das mortes por doença do coração; 85% das mortes por bronquite e enfisema; 25% das mortes por derrame e por 50% dos casos de câncer de pele.

Uma pessoa que fuma tem o dobro de chance de vir a ter doenças cardiovasculares do que uma pessoa que não fuma.

Entre os meninos quadruplicam os riscos de distúrbios de comportamento. E entre as meninas cresce cinco vezes a propensão à dependência de drogas."

Uma pessoa que fuma tem 20 vezes mais chances de desenvolver bronquite crônica ( os brônquios secretam excesso de muco e os cílios responsáveis pela eliminação desse muco passam a funcionar mal; o muco fica assim acumulado nos brônquios e bronquíolos, que inflamam, e a pessoa passa a tossir muito e a ter dificuldade em respirar) e enfisema pulmonar (rompimento dos alvéolos, com redução da área para as trocas gasosas) do que uma pessoa que não fuma.

O fumante tem 7 vezes mais chances de desenvolver úlceras e câncer de estômago que os não-fumantes.

Envelhecimento precoce de todas as células do organismo pela diminuição do aporte de oxigênio no sangue (5% menos) e consequente aumento de radicais livres, bem como diminuição do tempo de vida.

Fumar na gravidez representa perigo para o feto: há o dobro de risco de aborto, de nascimentos prematuros e de morte de fetos; quando isso não ocorre, o bebê de uma gestante fumante terá menor peso no nascimento.

Os fumantes obrigam os não-fumantes a fumar, pois os não-fumantes confinados em ambientes fechados, como carros, escritórios, salas de espera, bares, restaurantes e outros, são afetados pela fumaça do cigarro dos fumantes; respirando passivamente essa fumaça, os não-fumantes podem, ao longo do tempo, desenvolver os mesmos problemas circulatórios e respiratórios que os fumantes. Filhos de pais fumantes, por exemplo, têm o dobro de chance de contrair pneumonia ou bronquite no primeiro ano de vida.

Aparecimento de asma, gripes constantes com recuperação lenta. O fumante perde o folego aos menores esforços, com tosses frequentes, pigarro ou catarro constantes.

Agravamento de doenças como hipertensão, diabetes, colesterol alto, cardiopatias, doenças vasculares - derrames (principalmente em associação à pípula anticoncepcional-AVC) e doenças pulmonares.

O alcatrão, assim como algumas das centenas de substâncias catalogadas contidas na fumaça do cigarro, são considerados de grande potencial cancerígeno, sendo responsável pela maior incidência de câncer de pulmão, boca, laringe, esôfago, estômago, prostata, bexiga, cólon e outros órgãos.

Maiores riscos e maior dificuldade na recuperação após intervenções cirúrgicas.

Pele do rosto acinzentada, dentes escuros e dedos da mão amarelados.

Suspeita-se que algumas das mais de 4.000 substâncias presentes na fumaça do cigarro possam causar alterações genéticas.

No homem, maior tendência à impotência sexual, principalmente em associação a outros fatores de riscos como stress, hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, etc. Diminuição da mobilidade dos espermatozóides, aumentando a possibilidade de infertilidade masculina.

Dificuldade de convivência com outras pessoas ou parceiros que não fumam, além da transformação de seus filhos em fumantes passivos indefesos, sem considerar o mau exemplo.

Má aceitação social por parte de número cada vez crescente de amigos que não fumam ou que deixaram de fumar, e o consideram uma pessoa displicente com sua própria saúde, sem força de vontade e, pior ainda, egoísta por impor-lhes sua poluição particular.

Mau hálito e impregnação de roupas, cabelo, objetos e ambiente doméstico pelo cheiro do cigarro. Maior dificuldade de emprego, visto a tendência atual de preferência a não fumantes. Aumento dos gastos mensais com pacotes de cigarro, medicamentos para tratar as doenças relacionadas ao tabagismo e custos mais altos das apólices de seguro de vida e de saúde para fumantes.

Podemos colocar mais algumas dezenas de boas razões para você para de fumar ou ficar bem longe do cigarro, mas estas já parecem ser suficientes. Não precisa ser muito esperto para saber o quanto ele nos faz mal. Pense nisso!

COMO PARAR DE FUMAR?

Parada Abrupta : Este tipo de parada caracteriza-se pela suspensão total do cigarro em uma data pré-estabelecida por você. Dessa forma, você passa do número total de cigarros consumidos para nenhum. Se você optou por utilizar a reposição (adesivos ou chicletes), comece imediatamente após a interrupção dos cigarros.

Parada Gradual: Este tipo de parada oferece duas possibilidades de reduzir gradualmente a quantidade de cigarros que se fumava. Este processo de redução deve durar somente 6 dias . Se você optou por utilizar a reposição (adesivos ou chicletes), só comece a usá-la quando tiver parado totalmente de fumar.

a) Parada Gradual de Adiamento. Nesse caso você vai adiar a hora em que começa a fumar. Durante seis dias você deverá adiar sempre um pouco mais o início do seu hábito de fumar. Veja um exemplo:

João acorda às 7:00 e vai dormir às 23:00. João decidiu parar de fumar e optou por uma parada gradual de adiamento. Estabeleceu uma meta e iniciou seu tratamento numa segunda-feira. Neste dia, João, que costumava fumar assim que levantava da cama, ou seja, às 7:00, começou a fumar às 9:00 e passou o resto do dia fumando até a hora em que foi dormir, às 23:00. No segundo dia João começou a fumar às 11:30 até a hora em que foi dormir, às 23:00. No terceiro ele começou a fumar somente às 14:00 e continuou dormindo no seu horário habitual, no quarto às 16:30, no quinto às 19:00, no sexto às 22:00. Se João costuma dormir às 23:00, provavelmente ele fumou muito pouco nos últimos dias, visto que teve pouco tempo para fumar.

Se você se identificou com João e acha que poderia parar dessa mesma forma, que tal fazer a sua programação levando em conta seus horários e que ela deve durar apenas seis dias, pois no sétimo você já não poderá mais estar fumando. Se você optou por utilizar a reposição (adesivos ou chicletes), só comece a usá-la quando estiver parado totalmente de fumar, ou seja, a partir do sétimo dia.

b) Parada Gradual de Redução. Nesse caso você vai reduzir o número de cigarros que fuma por dia. Durante seis dias você deverá fazer uma programação de modo que cada dia que se passe você fumará menos. Veja outro exemplo:

João fuma em média dois maços por dia, ou seja, 40 cigarros. João decidiu parar de fumar e optou por uma parada gradual de redução. Estabeleceu a seguinte programação:

Dia 1 - 30 cigarros

Dia 2 - 24 cigarros

Dia 3 - 17 cigarros

Dia 4 - 10 cigarros

Dia 5 - 5 cigarros

Dia 6 - 1 cigarro

Dia 7 - Não fumar mais

Se você se identificou com João e acha que poderia parar dessa mesma forma, que tal fazer a sua programação levando em conta o número de cigarros que você fuma e que ela deve durar apenas seis dias, pois no sétimo você já não poderá mais estar fumando. Se você optou por utilizar a reposição (adesivos ou chicletes), só comece a usá-los quando estiver parado totalmente de fumar, ou seja, a partir do sétimo dia.

Outros Métodos

Chicletes de nicotina (R$ 20 a caixa com 36 unidades) - O paciente pode mascar até 15 unidades por dia, dependendo de sua necessidade pelo cigarro.

Adesivos de nicotina (R$ 180 pelo tratamento de um mês) - Pode ser aplicado em várias partes do corpo, desde que não pegue sol, o que pode provocar alergia. Devem ser trocados a cada 24 horas.

Nicorette Inalador (10 dólares o pacote com cinco cigarros) - A forma parece uma caneta colorida e apresenta desenhos diferentes. No mercado britânico desde o início do ano, o produto é recomendado para fumantes altamente dependentes da nicotina. Por causa do custo, no entanto, o produto é destinado a um pequeno grupo privilegiado, já que é necessário o consumo de 12 unidades por dia.

Antidepressivos e calmantes - Vêm sendo cada vez mais usados pelos pacientes, porque aliviam a ansiedade e diminuem a necessidade de cigarro Bulpropiona - Remédios contendo a substância são próprios para diminuir o desejo pelo cigarro. A bulpropiona, assim como a nicotina, atua no cérebro liberando a dopamina, substância que dá a sensação de prazer. O fumante fica satisfeito sem precisar fumar.

Terapia - Num estágio inicial, o tratamento psicoterápico ajuda os fumantes a ocupar o cérebro com outras coisas além do cigarro. Os terapeutas treinados tratam o fumante de forma pontual e, se o paciente sentir necessidade, aprofundam o trabalho buscando as causas do vício.

Acupuntura - Pode aliviar o estresse e a ansiedade através da estimulação de pontos com agulhas. Os especialistas acreditam que o método também é ótimo para amenizar os sintomas da síndrome de abstinência.

Um método mais eficáz - Pense mais em voce mesmo, na sua vida, no seu corpo, na sua saúde, na sua família e pare de uma vez só. Jogue fora um maço de cigarros cheio e repita para sí mesmo: Nunca mais vou fumar! Este é o melhor método de todos e o que dá mais resultados. A decisão é o que faz um fumante deixar de ser fumante e ser mais sadio e feliz.