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Vergonha!
Vergonha! Enquanto assistimos espantados aos vídeos em que o governador José Roberto Arruda e aliados aparecem enchendo sacolas, os bolsos e até as meias com maços de dinheiro, nosso Chefe Maior diz que as imagens não falam por si. O que mais é preciso? Existe prova mais concreta que um vídeo comprovando o crime? O mais decepcionante é lembrar que José Roberto Arruda, já havia se envolvido no passado com atividades escusas, quando foi um participante do escândalo da violação do sigilo do painel eletrônico do Senado e ao retornar ao cenário político, disse em rede nacional que o caso do painel eletrônico havia ficado para trás. O Governador afirmou que havia errado e que não faria algo do tipo novamente. Vamos encarar a verdade: Ele não passa de um fantoche! O Governador na verdade é Paulo Octávio, que já governava Brasília indiretamente, Arruda é só o personagem carismático! Tomamos como exemplo o Setor Noroeste, pedaço de terra mais caro de Brasília e se bobear do Brasil. Alguém tem um palpite de quem é o dono da construtora “master” de Brasília? Ele mesmo! Infelizmente não consigo mais acreditar em justiça em nosso País! Porque sinto vergonha? Sinto vergonha de mim! Sinto vergonha de mim por ter sido educado, por ser parte desse povo, por ter batalhado sempre pela justiça, por compactuar com a honestidade, por primar pela verdade e por ver este povo chamado varonil enveredar pelo caminho da desonra. Sinto vergonha de mim por ter feito parte de uma era que lutou pela democracia, pela liberdade de ser e ter que entregar a meus filhos, simples e abominavelmente, a derrota das virtudes pelos vícios, a ausência da sensatez no julgamento da verdade. A negligência com a família, célula mater da sociedade, a demasiada preocupação com o “EU” feliz a qualquer custo, buscando a tal felicidade em caminhos enraizados no desrespeito para com o seu próximo. Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir sem despejar meu verbo, atendo as desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade para reconhecer um erro cometido, a tantos floreios para justificar atos criminosos, a tanta relutância em esquecer a antiga posição, de sempre contestar, voltar atrás e mudar o futuro. É... Tenho vergonha de mim por fazer parte de um povo que não reconheço, enveredando caminhos que não quero percorrer. Ao lado da vergonha de mim tenho tanta pena de ti “Povo Brasileiro”, de tanto ver triunfar as imunidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantar esses poderes nas mãos dos maus. (Baseado nas falas de Cleide Canton e Rui Barbosa) Artigos anteriores
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