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Periscópio
Por Antonio de Padua (Padinha)

"AAE" não é a sigla da Aspirina.

Vocês já ouviram falar sobre avaliação ambiental estratégica?
Não sei você, caro leitor, mas certamente as pessoas que ultimamente vem ocupando a cadeira mor da prefeitura, ou não conhecem ou fingem que não conhecem, afinal, ser eleito é o que importa!

Com a sigla “AAE” podemos dizer que as AAE’s são adequadas a todos os projetos de infra-estruturar, pois eles sempre induzem uma modificação na realidade, estimulam novas atividades econômicas, a migração, a valorização ou a desvalorização de patrimônio e a qualidade ambiental do meio.
Por exemplo, na instalação ou ampliação de um aeroporto. É imprescindível que seja feita uma AAE, que se leve em consideração os efeitos sobre as estradas que levam até esse aeroporto, que certamente também precisarão sofrer investimentos, dado o aumento no fluxo de pessoas e mercadorias que a instalação do aeroporto irá estimular.

Portanto, não basta que a AAE seja apenas setorial, ou melhor, feita levando em consideração apenas obras aeroportuárias, ou apenas interesses políticos e projetos do setor de transportes aéreos. É essencial que na AAE sejam levadas em consideração todas as atividades econômicas que serão afetadas favorável ou desfavoravelmente na área na qual o empreendimento ou conjunto de empreendimentos está inserido.

Será que existiu uma avaliação ambiental estratégica antes da liberação do projeto do nosso maior “Elefante Branco”, o Aeroporto Regional da Zona da Mata, que está totalmente abandonado? Construíram o aeroporto e esqueceram que a malha rodoviária da região não daria vazão ao tráfego de veículos que o aeroporto em atividade geraria.
Mas tudo bem. O dinheiro jogado fora é do povo mesmo! Serviu para eleger alguém!

Vamos falar de outro caso. Neste também enterraram mais uma montanha de cédulas saídas de nossos bolsos. O Aterro Sanitário de Dias Tavares. A construção do novo aterro sanitário foi embargada por causa da localização. O aterro fere a legislação sobre o regime de proteção às águas e o atual aterro de Salvaterra não está esgotado ao ponto de ser necessário construir outro às pressas, Temos 10 anos de prazo para construir um.

A instalação de um aterro sanitário é outro bom exemplo da utilidade da AAE. Ele deve ser levado e consideração em conjunto com o serviço de abastecimento de água e coleta e tratamento de esgotos, porque todas essas atividades têm implicações imediatas no que se convencionou chamar de saneamento ambiental.
Resumindo: O Aterro de Dias Tavares não vai sair, mas a negociação da bolada continua.
Não quero ser irônico, mas sinto que o espírito do ex-prefeito que assaltou os cofres do município, continua assombrando as instalações da prefeitura e para nossos representantes que fazem da câmara dos vereadores um aterro sanitário, AAE se confunde com a sigla da Aspirina, mas isso fica pra outra prosa!
A propósito, o atual prefeito anunciou que infelizmente não poderá cumprir as 45 metas assumidas no período das eleições.
Vai vendo aí!

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