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Ficção, crítica, história e teatro na TV Veja se reconhece isso no rádio?
Vamos falar desse veículo de custo acessível, de manutenção barata e de fácil manejo que é o rádio. Certamente esses fatores são decisivos para elegê-lo como o meio de comunicação mais popular e de maior alcance no mundo. Seguindo esse raciocínio, compreendemos porque é o rádio, o veiculo que consegue aproximar as distâncias impostas pela geografia e pelos níveis sócio-econômicos de uma determinada sociedade. O rádio é o companheiro, muitas vezes único, de muitas pessoas além de ser pouco exigente com seu público .Ele não impede que ninguém interrompa suas obrigações ou afazeres , forçando a uma atenção concentrada. Esta é uma das principais características desse veículo que confirma sua capacidade de penetração na vida das pessoas , jogando com o poder do homem em captar e reter a mensagem falada e sonora, ao mesmo tempo em que se dedica à outra atividade. Mais uma característica do rádio é o de não ser um meio seletivo, isto é, para que a mensagem seja recebida não é necessário que o seu público saiba ler e nem mesmo enxergar. O rádio fala e para receber sua mensagem é apenas necessário ouvir. Assim, a constante busca pelo ouvinte vai atingir milhares de pessoas ao mesmo tempo e uma a uma em particular. Pensando em todos os fatores que tornam o rádio um fenômeno comunicacional, é que chamamos atenção daqueles profissionais que estão hoje trabalhando com esse veículo: utilizem seu potencial criativo para dar ao ouvinte de rádio não apenas o arroz com feijão mas , apresentem formatos que trabalhem sua imaginação , estimulem seu raciocínio , que interajam com ele, que o façam entreter-se rindo, emocionando-se, sofrendo, ou por que não, até chorando? Para tal existe um formato que reúne todas essas funções , ou seja o drama, ou melhor, o radiodrama. OS FORMATOS QUE TEMOS NO RÁDIO O rádio tem formatos distintos para se atingir o ouvinte. Numa visão geral, os formatos de programas podem ser divididos entre os musicais e os falados. Vamos nos deter nos programas falados. Aí teremos três maneiras de se escrever um programa de rádio : 1) Em forma de monólogo; 2) Em forma de diálogo; 3) Em forma de drama. Os monólogos constituem o tipo mais comum . Sua forma mais encontrada hoje é a crônica, o comentário ou até mesmo uma “conversa fiada'.São formas que oferecem menor dificuldade de produção mas, por outro lado, são mais monótonas e limitadas. Já os diálogos implicam na inclusão de duas ou mais vozes. Dentro desse tipo de formato radiofônico estão incluídos programas como entrevistas, mesas-redondas, diálogo didático etc. oferecem mais atrativos e interesse pela variedade de vozes e intercâmbio de opiniões diversas. O discurso dialogado abre muitas facetas em muitos aspectos , principalmente no radiodrama. Os formatos dramatizados poderiam de certa forma serem incluídos nos programas de diálogos, porque têm em comum a utilização de várias vozes, mas, por sua vez, apresentam características próprias que constituem uma categoria à parte. Sua principal característica é desenvolver uma história , uma anedota , uma situação concreta com personagens dramáticos. Podemos pois saber que, neste caso, estamos diante de um radiodrama ou radioteatro como se diz em alguns países da América Latina . Suponhamos que em nossa cidade ocorreu um assalto. É possível sobre o mesmo fato produzir duas emissões radiofônicas: uma em forma de reportagem com entrevistas e outra em forma de radiodrama em que se reconstitui a notícia utilizando-se de um enredo mediante interpretações de atores ou radialistas. Os programas dramatizados são considerados os mais atrativos em virtude de sua estrutura dinâmica de comunicação. Contudo, sabemos que esses tipos de programas são os mais difíceis de se realizar.Exigem uma estrutura de dramatização maior e domínio das técnicas de composição radiofônica: devemos contar como atores, musicalização , montagem e textos. Podemos anotar a favor da dramatização radiofônica (seriados, radionovelas, paródias, adaptações de contos , crônicas policiais, humor etc.) as seguintes vantagens: 1) atrai vivamente o ouvinte, assegura maior variedade evitando a monotonia e a distração de quem ouve. 2) movimenta a imaginação do receptor. Alcança bons níveis quando oferece “imagens auditivas”, sugere situações e cenas com efeitos de sonoplastia e música. 3) estimula situações concretas, quase palpáveis .A mensagem se humaniza e o público se sente mais tocado pelos problemas que afetam a maioria das pessoas e que são temas do radiodrama; 4) quanto mais humano for o texto, tanto maiores as possibilidades de atingir maior público; 5) o ouvinte identifica-se com as situações e os personagens, estabelecendo uma situação de empatia; 6)o público sente que, de certa forma, participa do tema abordado; 7)mobiliza a inteligência do ouvinte que vai vivenciando todo o processo e julgando as situações apresentadas. Os formatos dramáticos exigem recursos para a produção e estão desaparecendo nas programações atuais. ( você já ouviu o Você decide, da Rádio Globo?) São mais caros em termos técnicos e humanos. Requerem maior número de pessoal alem de tempo e dedicação. A maioria das emissoras investe muito pouco nas peças radiofônicas. Os serviços de radiodifusão deveriam rever seus critérios na elaboração de programas. De nada vale ter uma emissora muito potente se os programas que irradia são pobres e pouco interessantes. O que ouvimos muito no rádio , hoje em dia, são esquetes e paródias de humor, o que não é uma novidade pois desde sua instalação no Brasil, na década de 20 o rádio teve seu lado sério e cômico. O humor no radioteatro é um gênero difícil e a maioria dos quadros atuais tem seguido caminhos pobres e de qualidade duvidosa com vícios de conteúdo, chanchadas grosseiras e mal gosto. É raro encontrar quem faça humor com autêntica graça como nos antigos programas da Rádio Nacional. Hoje as piadas no rádio são breves, contam com poucos atores. Muitas vezes um apresentador imita , sozinho, vários personagens. Muito comum no rádio são também os quadros de polícia dramatizados usando a sátira social e o humor irreverente. O Click não se responsabiliza
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