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Ficção, crítica, história e teatro na TV Tempo bom para se rever Nosferatu
O filme começa quando o jovem agente imobiliário Hutter, que intermédia a venda de uma nova residência para o Conde Orloc, viaja até os Cárpatos para encontrar seu cliente. O Conde, o próprio Nosferatu, ao ver um retrato de Ellen, noiva do agente, mostra-se demasiadamente atraído pelo pescoço da moça e não se furta a beber o sangue de seu hóspede quando ele se fere ao cortar um pão.Mais tarde, com a fome aguçada, o vampiro não resiste à presa: penetra nos aposentos de Hutter.Sua aproximação é anunciada por uma sombra, que avança, em ritmo inexorável, abrindo portas, atravessando paredes, até alcançar o pescoço do jovem. Parte depois às pressas, como um autômato, carregando caixões cheios de ratos empesteados ,deixando Hutter desacordado. Sua intenção é instalar-se na vizinhança de Ellen para morder-lhe o pescoço. Enquanto Hutter tenta alcançá-lo para impedir o mal, o vampiro atravessa o oceano , disseminando a peste com seu exército de ratos, e chega, num navio agora fantasma, à pequena cidade. Ellen pressente a presença do Mal e tenta derrotá-lo com a ajuda do Livro dos Vampiros. Será com o sacrifício de seu sangue, deixando que o vampiro a sugue até surgirem os primeiros raios do sol, que Ellen finalmente derrota a nefasta criatura. Na crítica de Paulo Emílio, em 1959 , o autor falava do "o universo demoníaco feito de auto-sugestão e dos pânicos que provocaram a bruxaria e a oração" mas que hoje não causa mais medo a ninguém mas fala sobre o desejo incontido de seu diretor . pe Friedrich Wilhelm Plumpe, conhecido como F.W. Murnau era homossexual e teve o preconceito. Nasceu e viveu, até os 30 anos de idade, numa comunidade onde imperava o famoso parágrafo 175 do código penal, que reprimia de forma brutal todas as manifestações de vida sexual que não se coadunassem às normas estabelecidas pela tradição de moral judaica e cristã. No clima em que vivia, a singularidade de Murnau aparecia-lhe como algo de monstruoso, que o isolava do mundo, que o tornava um estranho, um ser condenando a solidão, como Nosferatu." De forma geral, o filme expressionista traduz simbolicamente, em linhas, formas e volumes, o estado de alma dos personagens e a decoração torna-se , portanto, a expressão plástica de seus dramas. As sombras são metáforas do inconsciente e do lado obscuro da mente, do material reprimido. O vampiro, um ser proscrito pelo Bem, obrigado a viver na clandestinidade, nas trevas, num sonho intermitente. O site O Click não se
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