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Ficção, crítica, história e teatro na TV Telenovela e Melodrama
O gênero tem como pilar, a estética romântica. Ao dar ênfase ao emocional, desloca os eixos ideológico e psicológico bem ao agrado do público. O melodrama no teatro, onde surgiu, no século XVIII, procurava falar especialmente à uma platéia de burgueses menos cultos e não para um publico de origem aristocrática mais erudito. Assim como hoje, a telenovela quer ser entendida por uma grande massa heterogênea da população brasileira e não apenas à grupos de formação intelectual mais rígida. Cinema e televisão são habitats apropriados ao melodrama uma vez que o gênero caracteriza-se também por utilizar ao máximo a exuberância cênica para atrair o público. E é por preocupar-se com a audiência, que o melodrama ganha novos ares incorporando inovações temáticas e composicionais absorvendo as modificações sugeridas pelo contexto histórico-social. A intenção melodramática é produzir determinadas reações no público a quem deseja agradar. E ele sabe como atingir o gosto popular jogando o Bem contra o Mal , a Virtude contra o Vício. A fórmula já é conhecida. Durante meses e meses de telenovela assistimos os personagens representantes do Mal, oprimindo e dificultando a realização dos que representam o Bem. Mas, para o agrado da audiência, no final ,todo o mal será punido e seus destroços reparados. A virtude é restabelecida. O esquema é simples mas cabe aos novelistas enredarem a trama com pinceladas de originalidade dosando bem as porções ora de intriga, ora de satisfação . O público fruidor estará sempre atento aos arranjos visuais e estéticos com toda parafernália tecnológica que serve como base para as peripécias dos personagens, os desdobramentos da história e principalmente, as surpresas. O suspense é que vai manter o telespectadora atento para seguir a novela diariamente. O melodrama na cena contemporânea vai destacar enredos elaborados em cima de temas atuais. Vejamos por exemplo, a novela Por Amor , de Manoel Carlos ( TV Globo –reprisada à tarde) que , apesar de funcionar como uma espécie de crônica do cotidiano carioca, com personagens típicas de uma grande cidade industrializada e moderna, faz como manda a cartilha melodramática; aproximações forçadas entre os personagens, abusa dos casos providenciais e das soluções milagrosas . Ao estreitar a intimidade do público com as personagens, favorece a identificação e revira os antigos arquétipos – o amor materno, por exemplo.Helena e Atílio se casam , assim como Eduarda ( filha de Helena) e Marcelo. Mãe e filah engravidam na mesma época e acabam dando a luz no mesmo dia e horário, inclusive, no mesmo hospital em que trabalha César, médico apaixonado por Eduarda. O filho de Helena nasce saudável, mas o de Eduarda morre após o parto. Helena, para poupar a filha de um enorme sofrimento. Troca as crianças, auxiliada por César. Eduarda cria o irmão pensando ser seu próprio filho enquanto que Atílio sofre pensando que seu filho está morto. Temos então, a estrutura básica do melodrama . E por dias seguidos os telespectadores irão sofrer ou regozijarem com o sentimentalismo da trama no desenrolar do “novelo”. Arquivo O que eles dizem sobre telenovelas Pensadores discutem televisão e cultura Refletindo sobre o pós-moderno Votar: na política ou no Big Brother? Transitando entre o erudito e os bens de massa Quando o radiodrama volta à cena Estrangeiros na mídia eletrônica Cultura superios, midcult e masscult Investigando a cultura de massa Autores discutem cultura e mídia Reflexões sobre o telespectador ... e a televisão virou novela - (capítulo 2) ... e a televisão virou novela - (capítulo1) No tempo das "novelinhas" de 20 minutos Fernanda Montenegro há muito tempo na nossa TV TV de vanguarda, projeto arrojado da nossa TV As primeiras experiências em linguagem televisiva Incluo Os Maias na nossa quality television | |||||||