|
Ficção, crítica, história e teatro na TV Refletindo sobre o Pós-moderno
Então, vejamos. Estamos diante de um modismo extravagante e com humor ( vide Casseta e Planeta) .Por outro lado, micros, videogames,vídeo-bar, FM, moda eclética, maquilagem pesada, new wave, ecologia, pacifismo, esportivismo, pornô, astrologia, terapias, apatia social e sentimento de vazio.Esses elementos povoam a galáxia cotidiana pós moderna onde o indivíduo tornou-se consumista, hedonista e narcisista. Compare , observe seus amigos à sua volta. O indivíduo pós-moderno consome bens personalizados. Há uma fragmentação dos gostos, não uma unanimidade. Cada um no seu "mundinho particular"tem sua cultura pessoal. O hedonismo - moral do prazer e não de valores faz com que a maioria, busque a satisfação aqui e agora . É uma filosofia portátil. Ainda assim, tem paixão por si mesmo , um cuidado com a auto-imagem ou então com a informação pessoal, a performance no que diz respeito à cultura em geral.Ao contrário dos antigos "tímidos", hoje imperam os "falsos tímidos".No fundo, todos se entregam a um narcismo militante. Enquanto estilo extremamente individualista, o pós modernismo prolonga o jeito de ser liberado e imaginoso vivido na boêmia pelas vanguardas artísticas modernistas.Ele é hoje a democratização, no cotidiano, daquilo que as vanguardas pretendiam com a arte: expressão pessoal, expansão da experiência, vida privada. Viver, quem sabe, hoje possa ser um estado pleno de mudanças para as novidades.Com uma gama enorme de bens e serviços, para todas as faixas e gostos ao nosso alcance, só resta ao indivíduo escolher entre eles e combina-los para marcar fortemente sua individualidade.Embora a produção seja massiva, o consumo é personalizado ( vide cheque-personalizado) Assim o sistema propõe e o indivíduo dispõe.É o pleno conformismo . O sistema parece triunfar de cabo a rabo. Mas seria uma vitória tranqüila? Não. Contra o sistema aparecem efeitos bumerangues. Típicos do pós-moderno. O individualismo exacerbado está conduzindo à desmobilização e à despolitização das sociedades avançadas.Saturada de informação e serviços, a massa começa a ficar indiferente às coisas públicas. O discutido desencanto das massas ante a sociedade tecnificada e informatizada . Trata-se da apatia diante de problemas sociais e humanos. Essa indiferença desagrada ao sistema que precisa manter em cena velhos valores e instituições como Pátria, Democracia, História, Família, Religião,Ética do trabalho, ainda que eles sejam puros simulacros. O tecido social começa a se descoser em fiapos.Extravagantes e apáticos, o indivíduo pós moderno vive em ritmo apressado e integra uma paisagem diferente daquela desenhada pela massa moderna. Agora vejamos a espetacularização do nosso cotidiano: Antigamente, os espetáculos eram as paradas, as festas, jogos, circo - eventos ocasionais. Hoje, a começar pela arquitetura monumental, reinam em pleno cotidiano: TV, vitrines bem decoradas, moda, ruas embelezadas, etc. A intenção é embelezar e magnificar o dia-a-dia pelas cores e formas envolventes.Tudo fica "incrível", "fantástico", "sensacional".Quanto mais uma cidade joga com esses elementos, mais aplaudida é. O espectador é o que vê e aquele que espera novas imagens atraentes e fragmentárias para consumir.Ele se acha mergulhado na cultura blip - cultura do fragmento informacional, cintilações no vídeo. A estetização de tudo, alivia a banalidade cotidiana. Procuramos nas ruas, nos rostos, pó farto colorido das revistas e da TV. É claro que esse assunto é complexo e longo. Teremos que voltar a ele. Vamos transforma-lo em capítulos. Continuamos semana que vem. Por enquanto, reflitam sobre esses aspectos levantados hoje. Arquivo Votar: na política ou no Big Brother? Transitando entre o erudito e os bens de massa Quando o radiodrama volta à cena Estrangeiros na mídia eletrônica Cultura superios, midcult e masscult Investigando a cultura de massa Autores discutem cultura e mídia Reflexões sobre o telespectador ... e a televisão virou novela - (capítulo 2) ... e a televisão virou novela - (capítulo1) No tempo das "novelinhas" de 20 minutos Fernanda Montenegro há muito tempo na nossa TV TV de vanguarda, projeto arrojado da nossa TV As primeiras experiências em linguagem televisiva Incluo Os Maias na nossa quality television Televisão, um projeto cultural que divulgou o teleteatro
| |||||||