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Ficção, crítica, história e teatro na TV Audiência Ditadora Os meios de comunicação devem estar de alerta para um fenômeno que começa a aparecer na programação estabelecida pelos canais de televisão, que pode ser chamado "ditadura da audiência", identificado pela jornalista Marilene Lopes, (Jornal do Brasil 6/7/8).Naquela época , ela responsabilizava a tal "audiência" pela permanência no ar de programas apelativos , baseados na exploração da degradação humana e da sexualidade reduzida à pornografia e outros estímulos grosseiros e violentos . Em nome daquilo "que o povo quer ver" , ou na
busca de pontos na audiência esquece-se que a televisão
é um dos principais elementos de formação cultural
do país. Para se atingir uma considerável audiência,
trabalha-se de forma angustiada, desesperada, como se a guerra pudesse
ser ganha ou perdida em minutos. Os medidores estão lá:
uma nudez aqui, uma bizarrice ali, e a temperatura sobe assim como os
ponteiros dos medidores de audiência. Diversos personagens grotescos na linha do "Homem do sapato branco", já passaram como cometas pelo vídeo e desapareceram. Mas hoje, há uma insistência em mantê-los no ar. Os espetáculos de vulgaridade antes, intoleráveis para todo o público, mas acolhidos por uma parcela menos instruída que precisa consumir algumas doses de excitação primitiva, parece percorrer agora várias camadas sociais e ditar ao seu servil produtor televisivo, o que quer e o que não quer ver, danem-se os outros, danem-se os que lutam por uma televisão de qualidade. Essa estratégia de distribuição de estímulos emocionais primários a um público menos instruído,não pode nortear a programação da nossa TV ou então, chegamos `a barbárie como temos presenciado em muitos momentos da vida "real". A ganância, a voracidade para o lucro, estão derrubando espíritos, ideologias e degradando a nossa cultura. Os mais radicais respondem com bombas, destruindo os ícones do império cultural do ocidente. "A indústria cultural , a fábrica do lucro..." Radicalismos tais oferecem-nos em troca uma ditadura teocrática , a volta à Idade Média .Não, nada disso nós queremos. A sociedade não pode ficar esperando que o bom senso ilumine diretores de TV que praticam uma estratégia comercial equivocada, enquanto que a violência verbal, a grosseria a degradação humana viram epidemia no cinema e na TV. A sociedade brasileira já tem maturidade suficiente para saber o que é bom ? Os formadores de opinião, a elite intelectual , ou a parcela mais esclarecida da sociedade não pode fugir à responsabilidade de garantir padrões civilizados à comunicação de massa. A s empresas de mídia eletrônica não podem ser simplesmente taxadas de ruins e esquecidas a um canto. É preciso que cuidemos da nossa televisão não mais a discriminando como produtora de cultura industrial . Intelectuais sérios, artistas conscientes da importância desse veículo para a nossa civilização, entidades de defesa do consumidor ou de classes interessadas deveriam estar reunidas num fórum social pela qualidade da nossa TV. Do contrário, vamos transforma-la numa feira de perigosas banalidades. Arquivo Autores discutem cultura e mídia Reflexões sobre o telespectador ... e a televisão virou novela - (capítulo 2) ... e a televisão virou novela - (capítulo1) No tempo das "novelinhas" de 20 minutos Fernanda Montenegro há muito tempo na nossa TV TV de vanguarda, projeto arrojado da nossa TV As primeiras experiências em linguagem televisiva Incluo Os Maias na nossa quality television Televisão, um projeto cultural que divulgou o teleteatro
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