|
Ficção, crítica, história e teatro na TV Autores discutem cultura e mídia Um artigo publicado no Jornal do Brasil, ( 15/9/01) "TV também e cultura"vem a propósito , acrescentar algumas idéias ao que tento discutir nesse espaço do portal O'click .Trata-se da divulgação do pensamento de três teóricos contemporâneos sobre a relação da cultura com a mídia, notadamente, a televisão - Giovani Sartori, Dominique Wolton e Douglas Kellner. O livro citado de Wolton, "O elogio ao grande público", eu já havia lido e portanto, sinto-me mais à vontade para comenta-lo. Admiro-lhe a ousadia na defesa da televisão geralista ( canais de sinal aberto sejam eles privados ou públicos) pelo seu valor democrático onde uma informação é divulgada ao mesmo tempo , para os segmentos mais diversos do público, superando autoridades discriminatórias. Mais que um problema, a televisão representaria uma conquista democrática. Wolton é contra, o que muita gente defenderia ,ou seja : a criação de um canal cultural onde a arte poderia ser expressa genuinamente, sem as limitações comerciais e de audiência. Para ele, a TV segmentada, fala aos seus iguais, portanto, uma programação com conteúdos mais sérios e elevados, estaria endereçada apenas a um tipo de telespectador. Existiria aí, um impasse democrático. Assim como o italiano G. Sartori, Wolton acredita que os produtores e não os telespectadores , seriam responsáveis pela qualidade da programação . Segundo nos informa a matéria sobre esses teóricos, Sartori no seu livro "Homo Videns: televisão e pós- pensamento" descreve o material jornalístico exibido na TV, como conformista e acrílico e adverte para a uniformidade da programação e o "nivelamento por baixo". O autor nota ainda que quem tem a gestão do poder televisivo se defende das acusações descarregando a culpa sobre os telespectadores . E a sua contestação ao argumento defensivo de quem controla a televisão é um dos pontos contundentes do livro : "no que diz respeito à televisão, mais do que a outras coisas, é o produtor que produz o consumidor". Wolton nota que pesquisas de audiência se restringem a mediar reações a programas emitidos aos quais o público está limitado. O baixo nível da programação não seria portanto, inerente ao meio, este sim, foco de análise do livro. A televisão brasileira é comentada em um abrangente capítulo onde o autor defende a televisão aberta usando como exemplo a nossa produção teledramatúrgica dos anos 70 , quando houve um elo de interesses sociais e culturais com a TV. Os conteúdos de análise e crítica políticos foram decodificados pelo telespectador através das mensagens subliminares das novelas.Ele advertiu, no entanto, para o perigo da interpenetração excessiva entre realidade e ficção. O trabalho de Wolton e ainda os de Sartori e Kellner , ( que fala da saturação da sociedade por meios de comunicação eletrônica ) a meu ver, marcam um campo de estudo da atualidade preocupado em problematizar as implicações da produção televisiva e midiática contemporâneas . São muitas as questões levantadas por esses autores e para quem interessa-se num aprofundamento da questão , seria oportuno lê-los. Arquivo Reflexões sobre o telespectador ... e a televisão virou novela - (capítulo 2) ... e a televisão virou novela - (capítulo1) No tempo das "novelinhas" de 20 minutos Fernanda Montenegro há muito tempo na nossa TV TV de vanguarda, projeto arrojado da nossa TV As primeiras experiências em linguagem televisiva Incluo Os Maias na nossa quality television Televisão, um projeto cultural que divulgou o teleteatro
| |||||||