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Ficção, crítica, história e teatro na TV ... e a televisão virou novela - ( capítulo 1) Qual era o panorama da nossa televisão na década de 60 ? Naquela década , temos uma expansão do número de aparelhos de TV em todos os Estados. Para se ter uma idéia, em toda a década de 50, existiam no país, um total de 434 mil aparelhos de televisão mas, em apenas um único ano da década de 60 , ou seja, em 1966, foram vendidos 408 mil aparelhos, o que representou um aumento de 333% . No mesmo período, cresce igualmente, o número de cidades com emissoras de televisão. O espaço atingido pelos transmissores se amplia sensivelmente. Com a chegada do vídeoteipe, em 1962, muitos programas ganham uma circulação mais ampla. A televisão começa a se implantar como veículo de massa liderando a publicidade .Em 1967, a TV concentra 42% dos investimentos publicitários, contra 16% do rádio e 15& dos jornais. Nesse contexto, surge a TV Excelsior , do grupo Simonsen , que iria representar naqueles anos, o que a TV Globo é hoje . O surgimento da TV Excelsior em 1959, foi uma renovação na maneira de se fazer televisão no país; isso porque, a emissora iria se estabelecer com uma visão empresarial . Podemos destacar aqui, alguns fatores importantes mantidos pela Excelsior, e que impulsionaram a maneira empresarial de conduzir uma TV: 1) passa a exibir uma programação que obedecia a horários rígidos;2) cria seu próprio logotipo "Eu também estou no 9";3) oferece salários mais elevados para compor seu elenco artístico e pessoal técnico; 4)investe na produção de telenovelas que agora passariam a ter seus departamentos específicos de figurinos e cenografia . . Em resumo, a TV Excelsior implantou na televisão brasileira, uma mentalidade profissional que pressupunha o rompimento com um tipo de produção artesanal até então em vigor. Com todas essas mudanças, a TV Excelsior vai mais longe - marca a história da telenovela brasileira, colocando no ar a primeira telenovela diária : "2 54 99 Ocupado"do argentino Alberto Migré , com Tarcísio Meira e Glória Menezes. Aos poucos, o público começa a se habituar aos horários fixos das novelas. A dona-de-casa sabia perfeitamente, que todos os dias , às 8 da noite, tinha novela. A telenovela passaria a fazer parte do cotidiano nacional e virava mania . Famílias inteiras acompanhavam os episódios do folhetim - eletrônico. Ainda naquela década, entre 63 e 69, temos a TV Excelsior produzindo 55 novelas, um pouco atrás da TV Tupi que, por ser a mais antiga, ainda liderava a audiência, com 60 novelas e a recém chegada TV Globo (criada em 1965) , com 22 novelas. As emissoras sabiam que a novela era responsável pela elevação dos índices de audiência e por isso colocaram-na em lugar de destaque : o horário nobre da TV ( de onde ela nunca mais saiu ) . Já nos anos 60, a novela superava em audiência os demais programas como telejornais, shows de variedades , auditórios ( como Hebe Camargo, Dercy, Moacyr Franco , Chacrinha etc.) e os teleteatros que à essa altura começaram a desaparecer da programação. Entre os novelistas , começaram a aparecer gente que já escrevia para o rádio ( as famosas radionovelas) como Raimundo Lopes, Amaral Gurgel, Gilda de Abreu, Ivani Ribeiro, Oduvaldo Viana, Isa Silveira , Aparecida Menezes , Dias Gomes e Janete Clair , J. Silvestre entre outros. Os autores brasileiros vão introduzir nas telenovelas a preocupação com a verossimilhança da ficção com o cotidiano dos telespectadores.
. Arquivo No tempo das "novelinhas" de 20 minutos Fernanda Montenegro há muito tempo na nossa TV TV de vanguarda, projeto arrojado da nossa TV As primeiras experiências em linguagem televisiva Incluo Os Maias na nossa quality television Televisão, um projeto cultural que divulgou o teleteatro
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