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Lívia Giacomini

 

Superficial e infeliz...

Queridos leitores, escolhi o tema do mês pensando em quantas pessoas superficiais conhecemos ao longo de nossa vida.
Se me perguntarem quantas já conheci não saberia responder precisamente.

O que observo com freqüência é que ao lado desta característica curiosa outra muito triste pode acompanhá-la: a infelicidade.
As pessoas são infelizes por serem superficiais ou são superficiais por serem infelizes?

Em primeira análise a superficialidade é vista como causa e em segundo plano como efeito.
Pelo fato de serem infelizes, muitas pessoas acabam por descontar suas lamentações em características totalmente agravantes. Algumas descontam na comida sua ansiedade, outras nas pessoas de seu convívio a sua falta de humor, existem até aquelas que descontam no dinheiro a falta de amor.

Observem que em todos os casos nenhum destes descontos são capazes de suprir o que lhes falta e a conseqüência disso é uma total tristeza e depressão.
Pessoas fúteis podem soar engraçadas. Elas falam de compras, diversão, beleza e diversos prazeres materiais da vida. Ou seja, aqueles momentos em que gostaríamos de vivenciar com freqüência.

Porém, quando não se encontram divulgando este divertido estilo de vida se tornam depressivas e vazias, afinal a vida não é feita só de mimos.
Encarar a realidade e olhar para o próximo pode ser um bom exercício contra a futilidade. É só passear pela rua e ligar o jornal para perceber que a vida não é um shopping constante.

Acreditar em Deus, buscar forças para fazer o melhor de si em seu trabalho e na sua casa, fazer o mínimo por quem precisa e dar o máximo de você para mudar o que não lhe agrada e um pouco disto todos os dias, podem ser boas dicas para quem deseja se conhecer melhor e buscar um novo rumo na vida.

Gostaria de agradecer os emails que tenho recebido!! Continuem mandando: liviagiacomini@bol.com.br

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