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Um momento para pensar Por Claudia Nunes "Pra que lutarmos para viver ou sobreviver (que é o que acontece na maioria das vezes) se inevitavelmente vamos morrer?" Não estou indagando tão pouco das religiões e governos, ou entidades competentes e atuantes (será?). Estou questionando a que tipo de exposição entregamos nossos filhos, netos e sobrinhos? Ao stress, à ganância desesperada pelo bem estar material a qualquer custo, deixando-os ávidos e à deriva, desprotegidos, entregues a antipática violência: mãe das tragédias, prima das discórdias, sócia do descaso, amiga da intolerância... Às vezes me sinto na história do "Crônicas de uma Morte Anunciada" do fantástico Gabriel Garcia Marques, onde o personagem já começa morto e mesmo assim toda a trama reverte a seu favor, mas fatalmente ele já se encontra morto o tempo todo e não acreditamos e insistimos em pensar que o autor não vai deixá-lo morrer, mas ele fali aos nossos intentos em seu desfecho derradeiro. Acordamos fadados à correria e perdemos o dom de desejar, simplesmente almejamos felicidade, porém isto não basta, isto sufoca. Por isto caro leitor, reflita, dê um basta, viva como se fosse um milagre, abrace as pessoas, sorria, tenha bom humor e bom senso. Afague seu filho mesmo que ele seja um degradado pelas coisas do mundo, ele como você tem salvação é só mostrar o caminho longo que um dia se tornará curto. Enfim faça as pessoas felizes! Seja feliz, mesmo que você
deteste aquela pessoa, mesmo que seu dinheiro não dê para
você ir para o Afeganistão ou mandá-la para lá
(ainda bem), seja você sem medo, sem se torturar, sem se violentar.
Inspire-se nas manhãs mornas e azuis dos dias claros, respire
fundo e diga um alô para a vida. Arquivos A Difícil e divertida arte de viver Pequeno momento de introspecção humana
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